Presidente da CPI do PreviPalmas

Milton Neris diz que provas contra indiciados é consistente

01/07/2019 17h55 - Atualizado em 01/07/2019 17h56
Foto: Aline Batista

Questionado sobre o fato de algumas pessoas usarem as redes sociais para dizer que a CPI do PreviPalmas ia dar "pizza", o presidente da comissão, vereador Milton Neris (PP) disse que viu com naturalidade as especulações.

 "São pensamentos divergentes, mas o que eu sei é que o trabalho técnico desenvolvido pela comissão, respaldado pela câmara e por todos os vereadores, nos trouxe um relatório substancial, um relatório com muito documento, muito bem fundamentado e técnico. Que aponta os crimes que ocorreram, que apontou os fatos. Agora é encaminhar para o Ministério Público para as providências, para responsabilizar todos aqueles que de fato o Ministério Público vai entender que cometeram esses crimes", ressaltou Neris.

O vereador disse também que além de apontar quem foram os responsáveis pelos prejuízos causados no PreviPalmas, o relatório deu várias sugestões para que o Executivo "tampe as brechas, para não ocorrer novamente, para que pessoas que não tem escrúpulos, que não tem espírito público venha se utilizar em um outro momento do nosso instituto para poder fazer falcatruas", disse o parlamentar.

O presidente da CPI disse ainda que as modificações que serão executadas após o final do relatório, dará ao PreviPalmas autonomia e condições de proteção, "sempre colocando o servidor em primeiro lugar porque o instituto só existe por causa do servidor, o fundo é dinheiro dos servidores, não é do executivo. Essa mistura que ocorreu de executivo intervindo na autonomia, produzindo resultados negativos para o instituto por questões políticas, isso precisa acabar", frisou.

Sobre provas de que os indiciados realmente participaram ativamente dos investimentos, Milton disse que os documentos tem a "digital" deles.

"Todos os documentos que foram produzidos pelo próprio PreviPalmas, pelos próprios gestores, assinados por eles e que veio para a CPI por solicitação dela, ou de outras instituições que solicitamos, foi feito uma analise de todos esses documentos e daí foi produzido o relatório. A CPI não produz documento, a CPI solicita, e neles consta a digital desses gestores que participaram e tinham a obrigação de zelar pelo dinheiro do servidor e não fizeram", afirmou o vereador.

Sobre a emenda de Tiago Andrino (PSB) Milton Neris disse que o entendimento da comissão não bateu com o do vereador e que por isso a proposta foi rejeitada. "A emenda tinha o intuito de tirar do relatório o ex-secretário de finanças, Christin Zini e o ex-prefeito, Carlos Amasta, o pedido foi apreciado, mas a comissão por 3 votos a 2 rejeitou o destaque e prevalece o relatório na íntegra que foi feito e votado pela comissão pela nossa relatora Laudecy Coimbra (SD)", disse Milton.

Quanto a intenção de Tiago ao propor a emenda Neris disse, "Creio que foi o instinto de defesa, de proteção ao grupo do ex-prefeito que prevaleceu, mas a CPI ela tem como foco principal defender os servidores e a sociedade de Palmas e não um grupo político", finalizou.



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