Em nota

Presidente do Sindepol diz que não se pode admitir "perseguição e intimidação" ao trabalho da polícia

02/10/2019 14h43 - Atualizado em 02/10/2019 14h59
Foto: Leandro Andrade

Por meio de nota pública divulgada à imprensa nesta quarta-feira, 02, o presidente do Sidicanto dos Delegados de Polícia Civil do Estado doTocantins, Mozart Felix se manifestou sobre as notícias de que dossiês sobre policiais civis foram encontrandos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador do Estado, Marcelo Miranda.

De acordo com Mozart, "não se pode admitir que em um Estado Democrático de Direito haja perseguição e intimidação ao trabalho da Polícia Judiciária".

Confira a nota abaixo na íntegra:


O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Tocantins (SINDEPOL/TO), manifesta-se publicamente sobre as notícias veiculadas nos últimos dias, trazendo a informação de que foram encontrados dossiês sobre dois policiais civis durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador do estado, Marcelo Miranda.

Na decisão da Justiça Federal que determina a prisão de um ex-governador, cita-se apreensão do dossiê em poder do alvo do Mandado de Prisão, sobre policias civis, inclusive com informação e levantamento de seus familiares.

Não se pode admitir que em um Estado Democrático de Direito haja perseguição e intimidação ao trabalho da Polícia Judiciária, situação ainda mais grave quando levamos em consideração que na época da apreensão do dossiê, o alvo da ação desencadeada semana passada ocupava o cargo de governador.

Novamente faz-se necessário ressaltar que a Polícia Civil do Tocantins é uma instituição de Estado, tendo por compromisso o irrestrito cumprimento da lei, não se curvando à vontade de determinado governo ou grupo político.

No Tocantins, a Polícia Judiciária investiga atos criminosos, como manda a lei, não importando quem sejam os autores.

O fato que ora repercute só reforça a necessidade de que seja conferida autonomia à Policia Civil, para que os policiais e a sociedade tocantinense não sejam reféns de organizações criminosas que por ventura venham a ocupar cargos e dominar a administração pública com a intenção de satisfazer seus objetivos espúrios.

Mozart Felix
Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Tocantins

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