Motoristas querem explicações

Gasolina em Porto Nacional é vendida a R$ 3,25 o litro; em Palmas R$ 4,39; diferença chega a mais de R$ 1,00

31/03/2020 19h27 - Atualizado em 02/04/2020 14h51
Foto: Divulgação
Foto a esquerda preço de Palmas, foto a direita preço em Porto Nacional

Não é de hoje que os donos de veículos automotores reclamam da diferença de preços no combustível nos postos de Palmas, Porto e cidades do interior do Tocantins, porém as reclamações permanecem e ninguém sabe explicar o por que de os valores serem mais altos na Capital.

Por esse motivo, alguns motoristas estão usando as redes sociais para reclamar e mostram por meio de fotos e vídeos que a diferença entre o valor da gasolina em Palmas e Porto Nacional chega a R$ 1,14 centavos, sendo o combustível vendido em Palmas por R$ 4,39 e em Porto Nacional por R$ 3,25, promoção, no pagamento em dinheiro. O Coletivo foi informado que os preços praticados na cidade de Porto Nacional, o litro de gasolina custa em média R$ 3,70. 

Uma das pessoas que usou as redes sociais para questionar os preços, afirmou que já abasteceu seu veículo no Posto Guararapes, que fica em frente ao Estádio General Sampaio em Porto Nacional, pagando apenas R$ 2,90.

"Isso é uma vergonha para os proprietários de postos da Capital, pois estamos mais próximos da distribuidora, aqui a gasolina deveria ser mais barata e não mais cara", afirmou", o internauta.


Petrobras

No último dia 24, a Petrobras anunciou a redução em 15% do preço médio da gasolina em suas refinarias e disse que manteria o valor do diesel.

O motivo da redução ocorreu por causa do tombo dos preços de petróleo e devidos por impactos da expansão do novo coronavírus e de uma guerra de preços entre os grandes produtores globais da commodity, conforme a Reuters.

Com o corte, foi calculado uma queda acumulada de gasolina da Petrobras, responsável por quase 100% da capacidade de refino do Brasil, em cerca de 40% este ano.

Procon

Na última quinta-feira, 26, o Procon Tocantins, informou que notificou o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto) e pediu para que o mesmo justificasse o motivo pelos quais as reduções nos preços ainda não terem sido repassadas para os postos de combustíveis.

No documento, o Procon destacou que houve reduções nos preços dos combustíveis, e que essas reduções anunciadas pela Petrobras chegam a 52,3% na gasolina e 32,5% no Diesel.

“Na prática estas reduções ainda não chegaram aos consumidores. Solicitamos ao Sindiposto que apresente os documentos que comprovem o motivo da não redução dos preços dos combustíveis. Também recomendamos que as mesmas sejam repassadas integralmente aos tocantineneses”, explicou Walter Viana, superintendente do Procon/TO.





 

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