Polêmica

Vereador de Palmas que testou positivo para o COVID-19 diz que se curou tomando Hidroxicloroquina com Azitromicina

20/05/2020 14h32 - Atualizado em 21/05/2020 08h02


O vereador de Palmas Lúcio Campelo (MDB) que foi diagnosticado com COVID-19 no último dia 13, disse com exclusividade ao O Coletivo que quando recebeu o resultado positivo do teste de coronavírus da UPA-Sul, na região sul da capital, a primeira coisa que fez foi procurar atendimento médico.

O vereador conta que apresentou apenas dois sintomas. O primeiro sintoma, que o fez o procurar atendimento na UPA começou com apenas uma diarreia logo no primeiro dia, e como não melhorou se dirigiu até a UPA, e lá eles colheram o material e fizeram o teste”, relatou.

No segundo dia, começou a aparecer dor nas costas. “Diarreia e dor nas costas foram somente esses sintomas que senti”, frisou.

Campelo conta que após sair o resultado que deu positivo, procurou um médico e que, de imediato, receitou para ele tomar Hidroxicloroquina com Azitromicina por cinco dias, mas o vereador disse que tomou a medicação por 7 dias e se recuperou totalmente.

Questionado por nossa reportagem sobre os efeitos negativos da medicação tão propagada pela mídia, sobre seus efeitos colaterais, o vereador disse que “toma os medicamentos quem quiser, eu autorizei e tomei a medicação e sarei. Provavelmente essa medicação deve fazer mal para quem tem outros problemas de saúde, como por exemplo, problemas cardíacos. Não senti aceleração nenhuma no coração, a única coisa que deu para sentir, foi no fígado, mas foi só tomar um chá de bodo que melhorou”, relatou o vereador.

O vereador Lúcio Campelo confirma que recebeu liberação médica da quarentena que seguia em virtude do novo coronavírus nesta terça-feira, 19, pela Unidade de Saúde da 108 Sul.

"Recebi a liberação médica e estou extremamente feliz. Segui todas as recomendações da saúde. Mantive o isolamento em casa, afastado das atividades da Câmara Municipal e de amigos e familiares", afirma.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 20, um novo protocolo de uso do medicamento cloroquina desde os sintomas iniciais da Covid-19, atendendo a exigência do presidente Jair Bolsonaro de ampliar o uso do remédio contra a doença provocada pelo novo coronavírus, apesar de não haver estudos que comprovem a eficácia.

O novo protocolo lista a dosagem para o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina, associada ao antibiótico azitromicina, para uso no caso de sintomas leves em duas fases da doença, do 1º ao 5º dias e do 6º ao 14º dias, e também para casos moderados.


 

Veja Também