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Idosos são orientados a praticar exercícios para manter a mente e o corpo saudáveis

29/06/2020 18h08 - Atualizado em 29/06/2020 18h16
Foto: Marcos Sandes/Ascom
Pensando em idosos como Nina, Prefeitura estuda possibilidade de reabrir o espaço de esporte e lazer dando prioridade para idosos e com medidas restritivas para evitar a disseminação da covid-19

Dona Nina faz caminhadas cinco vezes por semana e está sentindo falta do Parque Cimba, onde tinha segurança para as atividades

Saturnina Pereira de Sá, a dona Nina, é um exemplo de quem chegou à terceira idade com disposição. Para ela, o segredo é se esforçar para manter mente e o corpo saudáveis, com boa alimentação e muito exercício físico. “Depois de uma certa idade a gente não fica mais 100%, mas para continuar próxima do máximo eu faço caminhadas e danço forró”, contou.

Atualmente, ela caminha cinco vezes por semana, saindo de sua casa, no Bairro São João, e indo até à Avenida Filadélfia, mas ela gostava mesmo era de ir no Parque Cimba. “Eu vou por aquela pista nova, mas lá perigoso porque passam muitos caminhões. O bom era ir no Cimba, onde a gente tem segurança. Infelizmente, lá e o centro de convivência, onde eu dançava o forró, foram fechados por conta do coronavírus”, relatou.

Essa rotina de caminhadas iniciou em 2016 justamente quando o Cimba tomou forma e já começou ser usado pela população. “Antes do parque eu não fazia exercício em lugar nenhum e foi quando comecei me sentir melhor de corpo e mente. Hoje, me sinto outra pessoa. Não posso parar porque ficar só em casa, assim, nessa solidão, fica até depressiva”, explicou dona Nina.

Pensando em idosos como a dona Nina, a Prefeitura de Araguaína está estudando a possibilidade de reabertura do Parque Cimba por meio de decreto. A princípio, os estudos estão verificando como seria a nova rotina com medidas restritivas para evitar aglomerações e com atendimento prioritário de pessoas com idade acima de 60 anos.

Mente sã, corpo são

De acordo com Carlos José Pereira de Sá, que é psicólogo do Município, se movimentar mostrar para a mente que está vivo. “A pior velhice é a mental, ela não é só biológica, e a gente só separa mente e corpo a nível didático porque, na verdade, são inseparáveis. Ficar parado pode trazer os desconfortos ao corpo e isso acaba inundando a mente de que algo não vai bem”, afirmou.

Além da funcionalidade das articulações e atividade mental, o coordenador de lazer do Município, João Goulart, mais conhecido como Janjão, explica que o exercício físico é fundamental para diminuir o adoecimento. “Melhora o sistema imunológico, garantindo proteção do nosso corpo contra infecções, sendo importante também para combater a covid-19”.

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