Em Palmas

Mais de 423 pessoas serão testadas para identificar presença de anticorpos do coronavírus

30/06/2020 18h37 - Atualizado em 30/06/2020 18h43
Foto: Raíza Milhomem
Desta vez, mais 423 pessoas sorteadas serão entrevistadas, e na sequência farão a coleta da amostra sanguínea no Centro de Saúde da Comunidade (CSC) de referência

Nova fase de testagem para identificar presença de anticorpos para o novo coronavírus testará mais 423 pessoas que residem em Palmas. O estudo faz parte do Projeto de Pesquisa intitulado ‘Novo coronavírus (SARS-CoV-2): inquérito populacional para pesquisa de anticorpos’, coordenada pela Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp) em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), o Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra) e a Faculdade de Medicina do ABC (FMABC-SP), que vem sendo realizado na cidade de Palmas, e já está na sua terceira fase.

Desta vez, mais 423 pessoas sorteadas serão entrevistadas, e na sequência farão a coleta da amostra sanguínea no Centro de Saúde da Comunidade (CSC) de referência, para identificar presença de anticorpos para o coronavírus.

Para o coordenador do projeto e tutor dos Programas de Residências da Fesp, Fernando Quaresma, que também é professor de graduação e pós-graduação da UFT, o estudo pretende conhecer a proporção da população de Palmas que esteve ou está infectada pelo novo coronavírus, especialmente os casos assintomáticos ou assintomáticos leve, identificar os locais onde há maior avanço da doença e avaliar o comportamento da população em relação às medidas de prevenção. “Os resultados preliminares apontaram tendência de aumento na proporção de pessoas com anticorpos para o coronavírus na cidade. Apesar da grande adesão da população na etapa de entrevistas, desafios logísticos para os exames, que apresentaram baixa adesão, foram pensados, buscando diminuir as perdas na pesquisa mas e, principalmente, incluir a população com maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde, bem como a maior robustez do estudo”, relata o coordenador.

A pesquisa encomendada pela Secretaria Municipal de Saúde conta com o apoio dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento na Atenção Primária de Saúde, sendo as equipes do Laboratório Municipal e os agentes Comunitários de Saúde, os tutores e residentes do Programa de Residência em Saúde da Fesp (PIRS/Fesp), bem como pesquisadores da UFT, Ceulp/Ulbra e FMABC/SP. “A equipe envolvida na pesquisa é composta por professores/pesquisadores das Universidades parceiras, mas especialmente desenvolvida pelos residentes da Fesp, que vestiram a camisa para este novo desafio. Destacamos que somente com essa colaboração, o estudo poderá ter resultados precisos e colaborar com evidências científicas para mudar o curso dessa pandemia”, observa.

Já foram cerca de mil entrevistas e quase 500 testes realizados na população assintomática ou sintomática leve de Palmas. No total serão coletados dados de 1692 participantes dos sete territórios, em quatro etapas, sendo 423 participantes a cada etapa, que ocorrerá com intervalo médio de duas semanas, ou seja, a cada 15 dias a equipe irá a campo para selecionar os participantes de acordo com a metodologia.

Os resultados são divulgados junto aos departamentos de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, e os casos positivados são acompanhados por equipes do CSCs de referência, bem como os residentes do mesmo domicílio.

Metodologia

A participação é voluntária, mas a seleção das casas e dos participantes obedeceu aos critérios da pesquisa científica. Na primeira etapa, foi realizada uma amostragem por conglomerado, onde cada região/território foi selecionado com um número proporcional de moradores, ou seja, os locais onde há mais residências a seleção de participantes está sendo maior. Por meio do CSC, os pesquisadores da Fesp, técnicos da Secretaria de Saúde e professores e acadêmicos da UFT e Ceulp/Ulbra) farão a seleção dos domicílios (casa, apartamento, kitnet).

A cada etapa, novos domicílios participam, de forma que o estudo consiga estudar do centro das regiões/territórios até as extremidades, garantindo que toda a área da cidade seja avaliada.

Os pesquisadores estão contactando os moradores dos domicílios selecionados e informando sobre a pesquisa e os procedimentos (inclusive os éticos). Poderão participar pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, moradores ou visitantes na área de cobertura dos sete territórios, que aceitarem participar da pesquisa. 

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