Artigo/opinião

Somos uma república de bananas e estamos perdidos!

19/02/2021 12h25 - Atualizado em 19/02/2021 12h27
Foto: Divulgação

"Sejamos isentos, mas nunca um "isentão". Quando você não tem político de estimação é muito bom ser isento. Fez algo errado, não importa o partido, pau nele. Fez certo, não importa o partido, parabéns para ele. Isso é ser isento. Já o isentão quer fazer você acreditar que não há solução. Nada presta, nada serve, e se servir agora deixará de servir depois. O isentão, quando não serve pra enganar trouxas, serve para absolutamente nada."

É inacreditável o que temos visto. A contradição diária e escancarada da imprensa diante de cada acontecimento, a complacência dos juristas e de pessoas que em nome do "sou contra" Bolsonaro perdem-se em devaneios contraditórios e hipócritas. Somos realmente uma república de bananas, estamos perdidos e tudo isso que temos vivido teve início no pós Lava Jato e eleição do atual Presidente.

Antes da Lava Jato e do surgimento de Bolsonaro no cenário nacional, o país caminhava silenciosamente para uma recessão tremenda mesmo sem existir qualquer calamidade pública pandemica, pois já começava faltar dinheiro para alimentar a imensa fornalha dos Governos petistas, baseados na propina, caixa dois, gastança desenfreada com republiquetas, ongs, sindicatos, movimentos, artistas e em todos os segmentos públicos nacionais.

Após a queda do PT, graças aos manifestos e o auxílio da imprensa, "o macanismo" dominante das várias esferas públicas jogou todas as fichas no retorno de um centrista almofadinha, que fosse educado, bom de lábia e demagogo como boa parte da classe que se diz mais instruída adora. Diante de tantos descalabros revelados, uma parcela da população ativa que só entrava em programas de Governo para pagar impostos e trabalhar, se rebelou e decidiu tentar dar um basta nos parasitários que sempre viveram de sugar o Brasil.

O Congresso e o STF, desde 2013, sempre foram alvos dos protestos e lá não se via decretos de prisões. O primeiro era alvo por abrigar os maiores corruptos e o segundo por usar a prevalência da impunidade como regra. O problema é que o povo escolheu o que o sistema e a imprensa menos desejavam. Logo o Presidente e seus eleitores viraram alvos diários. A imprensa usando todo seu arsenal de "deformação da informação" tenta até hoje, sem muito sucesso, mudar a opinião de quem decidiu acreditar no atual Governo. O CN engessou e o STF vem legislando, executado e mandando prender todos que fazem críticas ou tentam organizar protestos. Está instituído no país que ameaçar, críticar e protestar só pode contra o atual Governo Federal.

Não bastasse tudo isso, temos visto usarem a Pandemia como artifício de ataque e palanque político. Entre falas e ações, vacinas, decretos, mortes, desvios, tudo reverte-se em um verdadeiro corredor polonês para o atual Governo. Se andar ou parar, leva tapas. Se reagir, sairá da brincadeira. A crítica em redes sociais virou discurso de ódio e pode levar à prisão. A imprensa tradicional, vencida pela mídia alternativa, quer ditar o que é ou não "fake News". Estamos encurralados, vivendo num regime antigoverno.

Falava-se que o Bozo era tirano e antidemocrático e que iria acabar com a liberdade de imprensa. Que ele iria mandar prender jornalistas. Nada disso ocorreu. Como já escrevi em outro texto, é preciso saber que quando a imprensa diz que alguém está acabando com a liberdade de imprensa é porque só cortaram as verbas públicas de publicidade. E mandar prender jornalistas, pessoas nas ruas e agora até parlamentares por crime de "opinião" são ações do regimento antigoverno e vão deixando precedentes.

Tudo que o parlamentar preso disse poderia ser respondido e punido sem a necessidade de prisão cautelar. Um absurdo sem tamanho. Uma aberração que merecia repúdio até mesmo da comunidade internacional. Vejam só quão perigoso precedente o STF criou ao lançar a tese de flagrante permanente por vídeo em rede social, que não reverte em risco só para deputados, mas para qualquer cidadão e inclusive pros intocáveis jornalistas. O problema é que o pau só tem dado em Xico e não tem dado em Francisco, daí todo mundo aplaude.

Por isso, mais uma vez eu vos digo. Somos uma republiqueta de bananas e estamos perdidos, pois além dos analfabetos de sempre, dos analfabetos funcionais que gracejam com as informações distorcidas pela internet, além do extremismo da direita e da esquerda, temos também o extremismo de centro, que tem entrado em contradição a cada novo ato ou fato e aplaudido tudo isso. Vale tudo para derrubar o Governo e as opiniões mudam só para alimentar o "eu sou contra Bolsonaro".

Por Mário Sérgo Melo Xavier 

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