Dia do Orientador Educacional

Orientadores educacionais falam dos desafios e aprendizagens adquiridas durante a pandemia

03/12/2021 10h31 - Atualizado em 03/12/2021 10h35
Foto: Arquivo/Seduc/Governo do Tocantins
Juacirene disse que o trabalho do orientador educacional é fundamental para motivar os alunos

Quatro orientadores educacionais falam dos desafios que tiveram diante da pandemia e como superaram seus receios para ajudar alunos e professores

Neste sábado, 4, comemora-se o Dia do Orientador Educacional, um profissional da equipe de gestão que trabalha diretamente com os estudantes, promovendo a sua integração com os professores e familiares. Orientadoras educacionais contam suas histórias e falam dos desafios que enfrentaram durante a pandemia do Covid-19. São elas: Juacirene Barbora Alves (Jô), do Centro de Ensino Médio Oquerlina Torres, de Guaraí; Eliana Lúcia de Oliveira Silva Ferreira, do CEM Taquaralto; Silvia Silva Siqueira, do CEM Castro Alves; e Celda Maria Martins Alves Policarpio, do Colégio Tocantins, de Miracema.

Foi nesse período de pandemia que o trabalho do orientador educacional ficou mais evidente. Esses profissionais tiveram que se adaptar às novas realidades tecnológicas, passaram a visitar mais as famílias, conhecendo suas realidades e, principalmente, tiveram um papel fundamental para garantir que o ambiente escolar, mesmo virtual, continuasse a ser de confiança no papel da educação como processo de transformação social.

Juacirene trabalha há 5 anos numa escola que aplica a metodologia Escola Jovem em Ação. Nos últimos dois anos, ela teve que se reiventar. Afastou de si os receios da pandemia e continuou motivando estudantes e professores para não perderem o foco do ensino e da aprendizagem. Para fortalecer o diálogo, Juacirene criou grupos no Whatsapp para se comunicar com alunos e familiares.

“A partir das comunicações, por meio dos grupos virtuais, foi possível criar vínculos de aproximação e, com toda a segurança, passamos a visitar as famílias cujos filhos estavam se afastando da escola. E identificamos 11 estudantes que estavam com sintomas de depressão. Também percebemos que algumas famílias estavam precisando de ajuda”, contou Juacirene.

E foi a partir dos relatórios desse trabalho realizado pela Orientação Educacional que a escola foi em busca de parcerias com psicólogos e fez encaminhamentos de casos para a psiquiatria. Dessa forma, a escola ultrapassou os limites de suas paredes e passou a interagir mais com a comunidade.

Mesmo diante dos desafios, Juacirene fala dos seus momentos de emoções. “O que mais me emociona é que identificamos casos de estudantes que antes estavam desmotivados e que não tinham comparecido à escola para pegar os roteiros de estudos, e, agora, estavam assistindo às aulas presenciais”, frisou. Resultado do trabalho de diálogos com as famílias e das ações de motivação para elevar a autoestima dos alunos.

A educadora Eliana Lúcia de Oliveira Silva Ferreira trabalha no Centro de Ensino Médio de Taquaralto há 10 anos, sendo três, especificamente, como orientadora educacional. Ela também enfrentou os mesmos desafios da pandemia. Na escola, Eliana sempre procurou focar nos valores, no diálogo e na integração com a família dos estudantes.

Eliana contou que, quando surgiu a pandemia, houve um momento que se achava que haveria um grande distanciamento, mas à medida que a escola foi se adaptando à nova realidade, os alunos e professores começaram a se encontrar por meio das plataformas virtuais. “Eu cheguei a me emocionar quando os estudantes passaram a participar das aulas virtuais e passaram a olhar para os colegas, a chamá-los pelo nome. E uma frase que me marcou muito foi saudade do que não vivemos, isso em um ano que não tiveram muito contato. E é bem gratificante ver alunos retornando para a sala de aula, outros estudantes sendo inseridos na faculdade, é isso que nos motiva”, frisou a educadora. Eliana destacou que esse trabalho exige atenção, equilíbrio e bastante responsabilidade.

Silvia Silva Siqueira divide o seu trabalho na Orientação Educacional com Joina Pereira Barbosa Carvalho, no Centro de Ensino Médio Castro Alves, em Palmas. Silvia atua na área há 10 anos e fala das adversidades de cada dia. “Esses desafios me deixam mais experiente e me habilitam para atuar na área que escolhi antes mesmo de ingressar num curso universitário. Tenho muito respeito pelo papel de atuação da Orientação Educacional, não é função para qualquer pessoa, precisamos de muita ética profissional e respeito por todos os educadores e seus familiares. É necessário o nosso envolvimento com toda a equipe da escola, pois todos constroem a formação dos nossos alunos”. Ressaltou.

Silvia frisou que a tarefa principal é manter os estudantes focados. “O nosso desafio é manter a formação de nossos alunos, independente de sua condição econômica, psicológica e de suas relações familiares. Tenho orgulho em ser orientadora educacional no Estado do Tocantins”, afirmou.

As orientadoras educacionais Celda Maria Martins Alves Policarpio e Cristiane Gonçalves de Souza trabalham no Colégio Estadual Tocantins, em Miracema. As duas educadores tiveram que se adaptar a uma nova situação, diante dos protocolos impostos pela pandemia. “A nossa preocupação inicial foi se os nossos estudantes teriam condições de participarem das aulas virtuais e, depois, como seriam avaliados. “Com o retorno do ensino presencial na modalidade híbrida, escalonada, nos deparamos com muitas situações de transtornos socioemocionais, por consequência do contexto social e familiar e suas peculiaridades. E, ao longo do processo de planejamento, por meio do Programa Evasão Escolar Nota Zero e com as orientações da equipe da Diretoria Regional de Educação, Juventude e Esportes de Miracema, fomos encontrando soluções para cada situação. E, no final, tivemos muitos aprendizados e resultados satisfatórios”, explicou a orientadora educacional, Celda.  

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