Em Palmas

Polícia Federal investiga suspeito de fraudar sistema de cotas e entrar no curso de medicina da UFT como se fosse quilombola

18/06/2021 09h50 - Atualizado em 18/06/2021 10h02

Indivíduo apresentou uma declaração falsa para ser aprovado. Segundo a PF, na verdade o acadêmico é membro de uma família tradicional com envolvimento na política de Minas Gerais.



A Polícia Federal cumpriu na manhã desta sexta-feira (18) um mandado de busca e apreensão em uma operação que investiga uma possível fraude cometida por um estudante para entrar no curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins. A suspeita é de que o homem tenha apresentado uma declaração falsa de quilombola para entrar pelo sistema de cotas. A ação foi chamada de Doutor Palmares.

O mandado foi emitido pela Justiça Federal e está sendo cumprido em Palmas. A suposta fraude começou a ser investigada no fim de 2019. O investigado, inclusive, é membro de uma família tradicional com envolvimento na política no estado de Minas Gerais.

Durante as investigações foram feitas visitas ao quilombo Gorotuba, na cidade de Catuti (MG), onde se verificou que a declaração apresentada pelo acadêmico era falsa. A estimativa da PF é que o prejuízo aos cofres públicos chegue a R$ 500 mil, que seria o custo médio de uma faculdade de medicina em instituição particular.

Além disso, a fraude ocasiona a exclusão social de membros de comunidades quilombola que acabam perdendo a oportunidade de desenvolvimento social. A polícia afirmou que também há possibilidade do estudante estar praticando o crime de exercício ilegal de medicina, pois estaria dando plantões como se já estivesse formado.

A operação envolveu mais de seis policiais federais. O nome de Doutor Palmares faz referência ao quilombo dos Palmares, símbolo da resistência à escravatura.

Fonte: G1-Tocantins

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