Na Capital

Palmenses podem incentivar a renda dos catadores fazendo a separação dos produtos em casa

20/07/2021 18h28 - Atualizado em 20/07/2021 18h31
Foto: Lia Mara
“Sou catadora de material reciclável e tenho muito orgulho disso, porque o meu trabalho garante que muito material que viraria lixo seja reciclado”, diz Edileuza Mendes

Coleta de materiais recicláveis significa principal renda de muitas famílias

Pode parecer muito trabalhoso separar de forma correta o material reciclável do que realmente é lixo no dia a dia. Mas papel, papelão, embalagens plásticas, latas, panelas velhas, livros e revistas desatualizados e sem serventia são o sustento de muitas famílias palmenses que garantem uma renda como catadores de materiais recicláveis. Maria Edileuza Mendes, 55 anos, trabalha com material reciclável desde 2002 e explica que em um dia de sorte, quando consegue uma quantidade grande de produtos, recebe até R$ 15, mas no geral, faz R$ 8 ou R$ 10 com um carrinho de recicláveis.

A Prefeitura de Palmas, por meio da Fundação Municipal de Meio Ambiente, destaca que os catadores de material reciclável prestam um serviço público ambiental importante, pois muitos produtos que iriam para o aterro sanitário ou despejos irregulares são separados por eles e destinados à indústria de reciclagem. E cada palmense pode participar dessa cadeia de geração de emprego e renda fazendo a separação dos produtos que serão descartados.

O material reciclável pode ser levado para um dos 12 ecopontos instalados pela Prefeitura de Palmas (confira os locais abaixo), para a sede de uma das organizações de catadores de materiais recicláveis ou combinar com o catador, que passa na sua quadra, o dia que deixará o material para que ele possa pegar. A Fundação Municipal de Meio Ambiente ressalta que os catadores foram muito afetados pela pandemia, pois a maioria deles é idosa e integra o grupo de risco e o trabalho da coleta seletiva ficou parado por alguns meses, por isso, estão precisando de material reciclável.

Dia a dia de um catador

“Não é um trabalho fácil e sofremos muito com o preconceito, somos chamados de catadores de lixo, as pessoas não são capazes de nos cumprimentar. Eu sou catadora de material reciclável e tenho muito orgulho disso, porque o meu trabalho garante que muito material que viraria lixo seja reciclado, saindo das ruas, bueiros, dos rios e do aterro sanitário”, conta Edileuza, destacando que o catador é um cidadão como outro, pagador de impostos e com família para sustentar. Ela ressalta que, no momento, a associação está com pouco material para processar. Antes da pandemia, eram destinadas 30 toneladas por mês para reciclagem, agora estão entre 15 e 20 toneladas, pois teve uma grande redução do material.

“Sempre procuro conversar com os moradores para que separem os materiais e eu marco um dia na semana para buscar e assim vou coletando, também vou andando de casa em casa e vejo o que deixaram em suas portas e o que é possível aproveitar. Com o carrinho cheio, vou para casa para fazer a separação, antes de levar para a associação. Separo o material por papelão, papéis, tipos de plásticos, latas e alumínios, pois cada um é vendido por um valor”, detalha Edileuza.

Como posso ajudar?

Edileuza ressalta que muito material acaba virando lixo porque está sujo de óleo ou molhado. “O material não pode estar sujo de gorduras ou óleos, ou seja, com resto de comida. No caso dos papéis e papelões não podem estar molhados ou amassados, pois danificam sua estrutura e não são aceitos para reciclagem. Por isso é fundamental que as pessoas, nas suas casas, já separem as embalagens de produtos, que devem ser lavadas e enxutas, antes de serem postas junto com os papelões e papéis”, orienta Edileuza.

Além de papel, latinhas, alumínios, plásticos em geral, papelões, os catadores também pegam eletrônicos e eletrodomésticos velhos, como ventiladores, liquidificadores, geladeira, televisores, computadores e celulares. “Todo esse material deve ser colocado separado do que realmente é lixo, os restos da cozinha (alimentos) e o lixo do banheiro”, pontua.

Onde posso deixar o material reciclável:

Ecoponto da ACNO 1 (103 Norte) - Anexo III da Corregedoria da Justiça

Ecoponto da Arse 34 (310 Sul) - IFTO

Ecoponto da 502 Sul - Defensoria Pública na Avenida Teotônio Segurado

Ecoponto da Arno 12 (105 Norte)

Ecoponto na Praça da Arso 42 (405 Sul)

Ecoponto na Praça da Arse 21 (204 Sul)

Ecoponto da Arso 61 (603 Sul)

Ecoponto da Arso 102 (1005 Sul)

Ecoponto na Praça dos Girassóis (Terratins)

Ecoponto da Arno 22 (205 Norte)

Ecoponto na Praça dos Girassóis (Tribunal de Justiça)

Ecoponto na Praça da Arne 13 (108 Norte)

Veja Também