Na Unidade de Controle de Zoonoses

Biólogos atuam no controle de doenças por animais

03/09/2021 15h54 - Atualizado em 03/09/2021 15h58
Foto: Divulgação

Na UVCZ, biólogos atuam no controle de doenças transmitidas por animais

Controlar a disseminação de doenças transmitidas por animais, as chamadas zoonoses, é um importante papel desempenhado pela Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ), órgão da Secretaria Municipal da Saúde (Semus) de Palmas. Esse controle é feito por diversos profissionais, entre os quais estão 15 biólogos.

Responsáveis pelo estudo da vida, os biólogos da UVCZ realizam o controle de pragas urbanas como baratas, ratos, mosquitos, entre outros, e também pelo controle das populações de animais domésticos como cães e gatos. Esses animais podem transmitir doenças como leptospirose, doença de Chagas, febre amarela, malária, febre maculosa, raiva, dengue e tantas outras que podem levar o ser humano até a morte.

Os biólogos da UVCZ são responsáveis por realizar estudos entomológicos, que analisam as características físicas, comportamentais e reprodutivas dos insetos, a relações dos insetos com outros seres vivos, incluindo o ser humano.

Com a realização desses trabalhos, a UVCZ além de auxiliar diretamente a população em algumas ações, ajuda a Vigilância Epidemiológica a nortear ações de prevenção a essas doenças. “Em laboratório fazemos a identificação dos vetores capturados. Em alguns casos fazemos exame parasitológico para detectar se o animal está infectado. E com esses dados elaboramos relatórios periódicos e estratégias de combate e controle desses vetores e dos animais peçonhentos e sinantrópicos”, explicou o biólogo da UVCZ, Anderson Brito Soares.

Trabalho Pioneiro

No Dia do Biólogo, comemorado nesta sexta-feira, 03, a UVCZ parabeniza o trabalho de todos os seus profissionais e destaca a atuação pioneira do biólogo Jorge Luiz de Sousa, de 56 anos, que atua no estudo entomológico da UVCZ desde 2000. Radicado em Palmas, o profissional, que é mineiro, viveu desde a infância no Rio de Janeiro. Apaixonado por aventura, Sousa sofreu um acidente de moto em 2011 que o deixou paraplégico. Mesmo com a nova condição, o profissional seguiu com a sua função. “Acho que o que me fez acordar do coma foi o amor pelo que faço. Lembro de escutar meus irmãos comentando sobre uma cobra da UVCZ e eu acordei”, disse.

Amante do meio ambiente, o biólogo comenta que a busca por informação é um dos pilares da área. “Gosto de biologia porque o meio ambiente nos impulsiona a buscar informação. Sou aquele curioso que busca o trabalho na natureza para informar as pessoas ao meu redor”, completou. 

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