Na Capital

Agentes de endemias são capacitados para o uso de novo larvicida de controle das arboviroses

30/11/2021 12h26 - Atualizado em 30/11/2021 12h27
Foto: Raiza Milhomem

Capacitação teve início na manhã desta terça, 30, e prossegue até quinta, 02 de dezembro

A Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ) realiza uma capacitação técnica de 113 agentes de Combate às Endemias para o uso do novo larvicida, que será utilizado no controle do mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya. A capacitação teve início na manhã desta terça, 30, e prossegue até quinta, 02 de dezembro.

A ação está sendo coordenada pela equipe de especialistas da UVCZ, que atua na prevenção, controle e eliminação da doença em Palmas. Durante a capacitação estão sendo repassadas informações aos agentes sobre o uso adequado do novo larvicida biológico, o Espinosade, distribuído aos estados e municípios pelo Ministério da Saúde.

Conforme informações do Ministério da Saúde, a nova tecnologia irá reforçar as ações de prevenção e controle das arboviroses no país. O biolarvicida representa uma alternativa eficiente no controle das larvas dos mosquitos, pois pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água e tenha potencial para ser um criadouro dos insetos.

Para o gerente da UVCZ, Auriman Cavalcante, o novo produto vai ajudar na prevenção e controle das arboviroses em Palmas. “O larvicida apresenta vantagens significativas como segurança humana e baixo desenvolvimento de resistência, o que o torna bastante promissor no controle biológico de vetores, principalmente do Aedes aegypti e Aedes albopictus, vetores da dengue, chikungunya e Zika”, destacou o gerente.

O larvicida

O Espinosade é um biolarvicida de ingrediente ativo (Espinosina A + Espinosina D), que são metabólitos mais ativos produzidos pela fermentação biológica da bactéria Saccharopolyspora spinosa, um organismo de ocorrência natural no solo. O produto é indicado especificamente para controle das larvas desses mosquitos, possui rápida degradação no ambiente e não é persistente, tendo sua meia vida reduzida a menos de um dia em ambientes naturais.

O biolarvircida não apresenta riscos à saúde humana, não é mutagênico e nem carcinogênico, ou seja, não apresenta risco de desenvolvimento de cânceres ou mesmo doenças neurológicas, com danos ao cérebro ou ao sistema nervoso causado pela exposição às substâncias tóxicas naturais ou sintéticas.

Ações de combate à dengue

A rede de saúde de Palmas tem fortalecido as ações de prevenção e cuidados com a proliferação dos mosquitos transmissores da dengue, zika e chikungunya por meio do monitoramento e acompanhamento técnico das equipes de vigilância, além da intensificação de visitas domiciliares dos agentes de Combate às Endemias para eliminação de possíveis criadouros e orientações educativas aos moradores.

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